Domingo, Fevereiro 24, 2008
Registro pessoal na apresentação do Chaqueno Palavecino em Jesus Maria 2008.
Salud e plata.
Saretto
O poeta dos Silêncios
(Sergio Saretto)
Pela bruma de um vento condorero
Que alterna de cochilha a altiplano
De milhes de distancias em minuano
Que se desfralda na palma da mão
Faz da minha voz antiga canção
Onde dança um picumã paisano
Num canto claro e humilde de grilo
Um ponteio sentido de pampa antiga
Pensando ser ausência de cantiga
Alguem irá falar em timbre de guerra
Calando a voz da velha e serena terra
Que aprendi a tempos que é mãe e amiga
Quanto mais solito estou e que tudo tenho
Quanto mais quieto fico e que tudo escuto
Aqui ensimesmado em mim sou reduto
De um universo que por grande e infinito
Me aparece como um pampa de luz e silencio
E penso que sou dele somente um fruto
Assim não sou mais declamador das palavras
Me fiz somente escutador de silêncios
Pela dança dos palheiros de incenso
Escuto a voz do Deus dos campeiros
Como faziam os pajés grongueiros
Nos fogões deste pampa imenso