Domingo, Junho 18, 2006
Na foto da esquerda para a direita Nilton Avila,Marcos Girard e Sergio Saretto na Expotche deste ano!
Buenas pessoal depois de muito tempo sempostar volto de chapeu tapeado mostrando mais uns versos que estão publicados no jornal "quarto de Ronda" deste mês, a poesia é uma homenagem a um amigo loco de especial e grande costumbrista criollo!! Agradeço a Jornalista Criolla Patricia Berlanda pela divulgação!
E ja anuncio que estarei participando do I encontro Lenço Colorado de Musica nativista que se realizará em Porto Alegre nos dia 30,01 e 02 de Julho!
abraços a todos e agradeço pelos comentários!!!
Sergio Saretto
Entrevero de Amizade
(Sergio Saretto)
Três palanques no parador
Irmanados por taquaras
E um convite tapejara
Para se atar o fiador
Para o lado do chovedor
Ficava o rancho barreado
Onde a indiada do pago
Cutucava na picana
Para beber mel com cana
E se fazer jogo apostado
Foi neste tendeu entonado
Que cheguei de relancina
Por causa de um china
De sorriso debochado
Eu Tava pra chumbear soldado
Que me gritasse um ¿alto¿
Me cheguei meio encalto
Ardeu em mim a mirada
De um índio com uma prateada
Como se fosse um assalto
Eu quando estou para briga
Qualquer motivo é convite
Para que um cristão se explique
Para folha do meu formiga
E eu duelo a moda antiga
Facão e pala no braço
A destreza no compasso
E o lenço pela testa
Assim termino a festa
Depois de dar um puaço
Mas com aquele tipo sério
Me aconteceu diferente
Às vezes a gente presente
Quando tem algum mistério
Ninguém ia pro cemitério
Como fez Rodrigo e Juvenal
Na mesma situação fatal
Disse sorrindo sem receio
¿ Es um jaguara mui feio
Para ter este rico punhal!¿
Se parou entonado
e foi me dando resposta
¿Se tem guaina que gosta
E quem não gosta é o cunhado¿
E se veio pro meu lado
Entragando a carneadeira
Linda faca estrangeira
E fui lhe tirando grossa
¿Minha irmã só te espósa
Se tu usar palito de madeira!¿
E assim foi o entrevero
Que formou esta amizade
De gaúchos de verdade
Com o mesmo tino campeiro
Agradeço ao bulicheiro
E aquele rabo de saia
Que nunca mais via a laia
Pois neste entrevero me meto
Assim ficou sendo o Saretto
Amigo do Fernando Maia