Sábado, Março 18, 2006
Uma visão do futuro - Rodeio no CTG os Gaudérios - Pleno meio dia - Na Pulperia em frente a Cancha de laço. -Que loucura jorge !!
Cantador de Campanha - Luiz Marenco
Meu trabalho é de peão campeiro
Conforme diz meu documento
Sigo sem afrouxar nenhum tento
De campanha, crioulo e fronteiro
Mas eu trago outro ofício no mundo
Que esses fundos já sabem qual é
Canto baile nos ranchos de campo
Do retiro a Azevedo Sodré
Bendição que eu carrego comigo
Ser um peão cantador de campanha
Com o gaiteiro eu me entendo por sanha
Pra pobreza eu até já nem ligo
Me chamaram pra sábado agora
cantar um baile na costa do Areal
eu não tenho no bolso um real
mas eu sou o cantador desta gente de fora
Chão batido de saibro vermelho
Meia-água de quatro por cinco
Vou mirando os buracos do zinco
E cantando ao clarão do cruzeiro
Que faz anos a guria mais nova
Lá do rancho do seu Gomercindo
E eu não sei qual semblante o mais lindo
Das três filhas de vestido de chita
Com pregueado de fita mimosa
A Izabel, a Canducha e a Rosa
Nem te digo qual a mais bonita
Todas três com vestido de chita
Com pregueado de fita mimosa
O Amadeus na gaita de botão
E o Condonga no violão canhoto
E um zumbido igual gafanhoto
No pandeiro do negro Bujão
Duas moças vêm do Parados
E uma prima de São Gabriel
Pode ser que a menina Izabel
Faça uns olhos de graça pra este cantandor
Se clareia agarremo a estrada
Que a pegada é só segunda-feira
Vou cantando mais duas vaneiras
Dessas de iluminar a madrugada
Domingo, Março 05, 2006
De manhã , lá pra fora..pra quem pensa que aqui pra cima não tem lida logo cedo..
No Rumo de um Coração
Patrão
Me empreste um pingo dos buenos
Que tenha trote sereno pra visitar meu amor
E vou numa marcha estrada a fora
Pra chegar antes da hora que desabrocha uma flor
Talvez, talvez
Num rancho que fiz pra ela
Encontre junto à janela
A minha prenda de fé
Sorrindo, sorrindo
Num olhar de primavera
Ao terminar sua espera
Escutando um chamamé
Talvez, escutando um chamamé
Mas volto
Pra estância no outro dia
A entoar melodias ao longo do corredor
Bombeando o brilho dos olhos dela
Ao acenar da janela do nosso rancho de amor
O pingo, o pingo
Um mouro gordo e delgado
Pêlo fino e bem tosado
Pra os caprichos da paixão
Pressente, pressente
E se queda junto as "casa"
Pra repisar a mesma estrada
No rumo de um coração
O pingo, no rumo de um coração.