Terça-feira, Janeiro 31, 2006
Bueno só pra não me passa e fazer jus ao nome deste sitio!!!!!!
Um upa a todos, como diz o Fogaça!!!
Saretto
Riqueza de Posteiro
Marcio Nunes Correia, Luiz Marenco
Tenho um cuiudo picaço peito e anca que é um colosso
Que já deu muito gosto mandando corda em rodeio
Quando eu abria pra fora num armadão encopado
E acomodava o chumbado lustrando a capa do olho
Um ranchito meia água no posto dos dois pinheiros
Que não troco por dinheiro nem por nada nesta vida
Um colorado pinhão mascando num freio de mola
Pra guri novo ir pra escola floreando num corredor
Uma cadela brasina que é um relógio trabalhando
E um carijó orquestrando bem antes da luz do dia
Um oveiro e uma pitanga pra o ofício do arado
E um truco bem orelhado por vicio n'algum domingo
Do meu campito de lei fiz bem mais que uma querência
Fui repechando a existência culatreando meu destino
Tendo a gordura dos anos junto a massa do peito
E o mundo que ergui do jeito que o tempo me permitiu
Minha arma é a palavra que brota do coração
Que é igual travessão de cincha não se entregua pra bufão
Mas carrego uma coqueiro por presteza de vaqueano
Pras balda de algum fulano nunca cruzar a porteira
E quando a noite se aquieta meu canto desenrodilha
E a goela tini a presilha num verso que é minha prece
Lampejam luas e aguadas pelo olhar da amada
Numa quarteada de sonhos costeando mate e fogão
Ainda tenho por luxo pra meu banquete campeiro
Um carreteiro de ubre com espinhaço e mandioca
Arroz com pesco do cedo mogango e batata assada
Apojo gordo e coalhada canjiquinha com costela
Por isso tenho a riqueza que Deus reservou pra um peão
Pois tenho que vem do chão alimenta corpo e alma
E enquanto sobrar o tino pra amanunsear minha eguada
Hão de me ver pela estrada estendendo um trote largo
Domingo, Janeiro 22, 2006
Buenas a foto acima sou eu no gateado no desfile do 20 de Setembro deste ano.
e abaixo uma produção caseira !!!
Este causo é verídico e ocorreu pro lado do Cerro Negro em Lages-SC.
abraços a todos.
Baile de ocasião!(com os "poncho" na mão)
Sergio Saretto
Foi na costa do Pelotas
Na beira de um capão
Os home beijando a canha
As mulher com seus "batão"
Um o pirilampo teimoso
Bricava com a cerração
Seis indio bem emponchados
Chegaram lá no portão.
Era esperado na festa
A autoridade da regiao
Era la dos Camargo
Rapaz novo e bonachao.
Seis pingos foram atados
Nos galhos de um "cinamão"
E foram passando pra dentro
Guiados pelo clarão.
A porta era cuidada
Por um tal juca negrão
Homem baixo e sorridente
Mas diziam de muita ação
Pedia pra tirar a espora
e pra deixar ali o facão
Se tivesse algum com arma
Ficava na recepção.
Gritou a dona da festa
Parando a de botão
Um buenas noites a todos
Faz parte da educação
Comprimentado cada um
Apertando mão por mão
foram assim apresentados
na solene ocasião.
Depois da tal cerimonia
Feita para apresentação
Já veio a dona da casa
Com a mais flor pela mão
Entregando a autoridade
Que ao iniciar o refrão
Saiu penerando a rancheira
Iniciando a função.
Um a uma foram saindo
Os que vieram com o figurão
Cada qual com uma prenda
Lhe entregue la no balcão
E a sala que era vazia
De um lado prenda, do outro peao
Foi-se mesclando a porvadeira
Levantada do salão.
E o baile se formou lindo
Com um xot´s e um vanerão
O gaiteiro era um gringo
Sentado sobre um caixão
Pra repicar no costado
Tinha pandeiro e violão
E o surungo seguia
Sem maior complicação
Todos bailavam alegres
Minto, um deles não
Era o piá Laudelino
Que já era uma rapagão
Ele era mal dançarino
E ficou botando carão
E pra ter uma desculpa
E sair bem da situação
Ficou num canto ocupado
Com tudo os ponchos na mão.
Domingo, Janeiro 08, 2006
Vamo vê se alguem adivinha qual dos dois na foto é o meu avô Laudelino!!!
E pra parceria nas grossura uma letra baguala do Mano Lima e do Gilberto Monteiro.
abraços e feliz ano novo a todos.!!!
POR TEUS ENCANTOS QUERIDA
Mano Lima
¿Essa música, embaixo dessa ramada
Ao compasso dessa milonga
Convido para participar comigo
Um dos maiores músicos da minha terra:
Gilberto Monteiro¿
Por teus encantos querida
Tudo na vida eu assumo
Largo do trago e do fumo
E vou pega ouriço a dente.
Boto perna na serpente
Transformo bugiu em gente
Até o capeta se entrega
E cai de joelho na minha frente.
Pra mulambo afrescalhado
Não do prosa nem arrego
Mulher que ando comigo
Na vida não tem sossego
Adormece suspirando
E me chamando de nego
Até dormindo se lembra
Do calor dos meus pelegos
Um frango metido a galo
Eu quebro a pua no trecho
Se um macho se alvorota
Eu logo boto nos eixos
Se um cuido der um relincho
Eu pego e quebro dos queixos
E guacho criado a sora
Come sal só quando eu deixo
Por teus encantos querida
Tudo na vida eu assumo
Largo do trago e do fumo
E vou pega ouriço a dente.