VERSO DOS CASCOS (Sérgio Saretto)
"Senhores faço um aparte Pra retratar o que vejo Se a lida me fez andejo Do campo também sou parte Impesso assim a minha arte O verso com força de pasto Escrito sob os cascos Nestas muitas campereadas Em pulperius e estradas Onde deixei o meu rastro"

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Quarta-feira, Dezembro 07, 2005


Foto :Fernando Maia

Mais uma foto da Fazenda Ferradura, agora do fogão bem gaucho. Estes dias me dei conta que salvo um ou outro fui um dos primeiros a fazer esta dobradinha de foto e Poesia/Letra, no formato de blog, já que na época não tinha fotolog.E hoje esta tão difundida como modelo de site! No mas pra parceriar a foto esta baita letra do poeta Eron Vaz Matos a quem me gostaria muito conhecer um dia.

DE ALMA ESTANCIA, ALMA E TEMPO
Eron Vaz Mattos,Luiz Marenco

Mate galpao madrugada
a estrela guia nascendo
e o fogo manso aquecendo
um guitarreiro ancestral
esse é o crioulo ritual
que um novo dia repete
pingos dobrando o topete
na testeira do buçal

Esporas acordam cedo
Os laços voltam aos tentos
Incomparáveis momentos
Neste rincão de mi flor
O gado no parador
Dispersa ao tranco por lote
E um potro verga o cogote
Pateando no maneador

Na costa a sombra espichada
Dos santa fés acordando
Pelos de lontra brilhando
Nas barrancas da lagoa
E assim a vida acordoa
Sobre o lombo da manha
Enquanto um grito tajã
Pelo varzedo ressonga

Picadas de contrabando
Adoçadas de pitanga
Os matos costeando sangas
Rastro de sorro na areia
Junto as ressacas das cheias
Ossamentas encalhadas
De alguma res atolada
Numa cruzada mais cheia

Esses campos me conhecem
De outros tempos vividos
Quando vibravam sonidos
Do bombo índio chamando
E as boleadeiras tombeando
Os fletes dos invasores
Entre amargos estertores
Da minha raça peleando

Cada estancia fronteiriça
É um fortim de liberdade
De pátria e dignidade
Que o mundo reconheceu
Quando o rio grande nasceu
Eu já andava a cavalo
Suando contra um vassalo
Que quis tomar o que é meu

Por isso as vozes que ouço
De tempos imemoriais
São mensagens fraternais
Pra quem renasceu agora
Por isso minha alma aflora
Em cada coisa que penso
E deixa um rastro de insenso
Pra exalar campo a fora

E permaneço gaucho
Porque a essencia perdura
Templa rude alma pura
Que a historia conhece a fundo
Mesmo pequeno e inundo
De imperfeiçoes deste plano
Eu me sinto o ser humano
Mais genuino do mundo
Mas genuino do mundo

Postado por Saretto, em Quarta-feira, Dezembro 07, 2005
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