VERSO DOS CASCOS (Sérgio Saretto)
"Senhores faço um aparte Pra retratar o que vejo Se a lida me fez andejo Do campo também sou parte Impesso assim a minha arte O verso com força de pasto Escrito sob os cascos Nestas muitas campereadas Em pulperius e estradas Onde deixei o meu rastro"

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Sérgio Saretto

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Terça-feira, Novembro 22, 2005


Foto: Fazenda Ferradura , Cajuru- Lages -SC
Corredor do Canto e da Poesia - 4 Pouso.


MENOS QUE DEUS E MAIS QUE DO QUE UM HOMEM
(Rogério Villagram / César Oliveira)


Sombreiro quebrado tapeado pra cima
parece obra prima "co'as aba intanguida"
dois ferros calçados um igual ao outro
e as botas de potro "aquebrantando" a vida
Apegos e ânsias, estâncias e rumos
a sorte um consumo que vem sem sinuelo
pra um homem de guerra que a um sonho se agarra
baguais e guitarras são fletes de um mesmo pelo
baguais e guitarras são fletes de um mesmo pelo

(Estampa surrada, judiada do tranco
d'um baio lunanco, veiaco e malino
a alma um palanque cravado bem fundo
escorando o que o mundo chama de destino)

Lhes falo de xucro e retruco aos demais
que entre baguais anda solto na poeira
um quebra parido num rancho barreado
sobre o chão sagrado da nossa fronteira
Das domas e tropas, das grotas e sangas
bois mansos de canga e rodeios de cria
são coisas que o guasca "templou" com as esporas
"bombeando" as auroras e as barras do dia
"bombeando" as auroras e as barras do dia

(Com a pátria nos tentos e o vento na fronte
o tempo é um reponte que aos poucos consome
o corpo de um taura que um santo benzeu
pra ser menos que Deus, porém mais do que um homem)

Postado por Saretto, em Terça-feira, Novembro 22, 2005
Diz ai o que tu achou!

Domingo, Novembro 13, 2005



Foto do Orgulho, gateado das confiança, pra parceriar um baita tema campeiro na voz do Lisandro, e eu me largando hoje pra Lages deixo aos amigo um baita abraço !!! Se pechamo no Corredor do Canto e da Poesia.

Na volta trarei estórias e com certeza mais amizades nos pesuelos.

Na estância do sossego
Lisandro Amaral, Guilherme Colares, Cristian Camargo


Diz o Lalinho pro Olavo na cozinha
Toca a tropilha do potreiro do açude
E grita pro Beto lá na mangueira
Levamo os poncho facilita o tempo mude

Um galo corta o silencio da madrugada
A lua nova vem mangueando a escuridão
A cavalhada chega quieta e na mangueira
Vapor de lombo se mistura a serração

Levo a cabresto este meu baio cabos negro
Um companheiro de trabalho e de anarquia
Groseia os casco amolecidos de sereno
Enquanto a dalva reponta as barras do dia

O nego Olavo sai falando nas mimosa
Tapeando a cara de um mouro bruto de freio
E grita o Beto pra baia marca virada
Afrouxa o lombo que o mango te parte ao meio

É no rodeio do sinuelo que sou gente
Abro meu baio pro lado oposto da trança
Um touro berra laçado da meia cara
Garreia o bruto tio lalo que ele se amansa

No fim do dia de volta a hora do mate
De causo e risos que um campeiro não se entrega
Sem nos dar conta resgatamos nossa essência
Enquanto a lua vai nascendo atrás das pedras

Estância velha sossego rincão das palmas
És rumo e norte aonde encontro guarita
Herança bruta timbrada a casco de potro
Lida gaúcha que da força as nossas vidas

Postado por Saretto, em Domingo, Novembro 13, 2005
Diz ai o que tu achou!

Terça-feira, Novembro 08, 2005



Quem sabe Deus Fez a lua
Pensando nos teus olhos
E me vem a saudade tua
E a noite nua traz desejos molhos

Noite de lua eu vejo os teus olhos
Não me consolo em te perder prendinha
Cai a tardinha desencilho o gateado
Nesse compasso assobiando um chote

A noite cai eu penso em você
Cevo um amargo pra o teu beijo ter
Lua de prata que enfeita o céu
Olho o mundéu e a noite se alonga

Quem sabe Deus Fez a lua
Pensando nos teus olhos
E me vem a saudade tua
E a noite nua traz desejos molhos

E no compasso desse chote apaixonado
Saio com passo camperiando uma saudade
Na ansiedade de ver os olhos dela
Que fica na janela mirando o céu imenso

As vezes penso por que tanta solidão?
Tentei pegar lua e estrela com a mão
Numa lagoa que de pronto se formou
Quando meu olhar chorou de tanta saudade dela

Quem sabe Deus Fez a lua
Pensando nos teus olhos
E me vem a saudade tua
E a noite nua traz desejos molhos

Postado por Saretto, em Terça-feira, Novembro 08, 2005
Diz ai o que tu achou!

   

Recomendação do Mês:

Maia - Desenhos Crioulos!

O meu CTG !!!
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