Quarta-feira, Setembro 28, 2005
Esse cagãozinho ai gente é o meu sobrinho Bruno que nasceu quinta passada!!!
Que Deus ilumine teus passos piá!!
Quando se for ...
(Sergio Saretto)
Antes que finde este mundo
Por vontade do universo
Antes que o ultimo verso
Seja dito na fumaça
Ou mais um gole de cachaça
Sirva pra ¿enuvear¿ a vista
Vão de passar em revista
Os anos em repuxo
E constatar por espanto
Moldado em algum pranto
Que morreu o ultimo gaúcho.
Não serei eu, nem tu
Mas será de nossa cria
E terá nossa valia
Pitando assim um crioulo
Ou entrando nalgum rolo
Por china de olhar maroto
Ou declamando um verso roto
Apreciando algum braseiro
vai ser galo nos combates
mas não lhe bastará o empate
Neste ultimo entrevero.
Este guri de que falo
Que será o ultimo dos tauras
Andara por um mundo maula
Já sem lugar pro campeiro
Pra que precisam tropeiros
Se as tropa andam em latas
Se os cavalos hoje sem patas
Não tem ferros nem ferreiros
E o som da gaita manheira
Se perde na barulheira
Dos automóveis e atropelos!
Eu não sei a que tempo
Isso tudo ocorrerá
Mas vão testar este piá
Até botarem um pealo
Com valores de um mundo malo
Apagando a mesma luz da alma
Dos que prosearam com calma
Apertando firme na mão
Falando de um tal canzil
De lutas de lança e fuzil
Chamando o próximo de ermão.
Quando se for o ultimo dos meus
Findara toda a galhardia
Não se verá mais fidalgia
Nem carreira em cancha reta
Ja terá ido este poeta
Tudo estará pelo chão
Como em dia de marcação
Enterrado sem despacho
Parado! quieto ! esquecido!
O centauro terá adormecido
E será pó o ultimo guacho.
Não quero fazer alarde
Nem digam que sou pessimista
É só a visão de um artista
Perante um futuro incerto
A história! é um livro aberto
E nossa vida dura meia linha ...
A tragetoria eu faço a minha
Plantando lição por lição
No coração de teus filhos
Assim, nunca faltaram caudilhos
Pra topar uma revolução
Terça-feira, Setembro 20, 2005
"Os ideais Farroupilhas continuam vivos..."
Homenagem aos muitos anônimos que morreram em nossas guerras...
ROMANCE DO JOÃO GUERREIRO
Lisandro Amaral
Me alcança um beijo morena
Que a guerra há de esperar
O adeus aos sonhos que deixo morena
Com medo de não voltar
Medo no rancho crioulo
Com barro da primavera
No cinamomo copado
No teu silencio tapera
Não fosse o quente do beijo morena
Não fossem os sonhos daqui
Não peleava pela pátria morena
Que nunca pensou em ti
No estribo a bota de potro
Na estrada um pranto genuíno
Na lança o fio do silencio
Em Deus a luz do destino
Eu não prometo retorno morena
A lança pode falhar
Mas quero ver a semente morena
Que deixo em ti germinar
João guerreiro ergueu seu rancho e nunca pode morar.
Quinta-feira, Setembro 15, 2005
Buenas pessoal , cavalgada semana farroupilha, eu e o gateado, o único amigo de confiança que tenho em Brasilia o resto não presta nem pra vir tomar um mate aqui em casa.
abraços a todos que me visitam....
PELA LÁGRIMA
Autor: Gujo Teixeira, Marcelo Caminha
Eu já nem sei se é pela poeira dessa estrada,
Que meu olhar se chegou hoje mais molhado
Ou se foi essa distancia tão constante,
Que trouxe junto alguma magoa do passado
Talvez nem seja pelo jeito dessa lagrima,
Que faz tempo anda escasso o meu sorriso
Pois ainda tenho aquela antiga alegria,
Que redescubro nos momentos que preciso
( A lagrima é um silencio guardado pela alma
Que se solta simplesmente por partir
E querer explica-la com palavras
É cantar saudade a quem não sabe sentir )
A dor da lagrima eu sei bem de onde brota,
Das nascentes de algum rio de água da boa
Eram nuvens de saudade e se acharam,
Nos meus olhos com esse jeito de garoa
Certas vezes ganham imagens as retinas,
Com silhuetas tão difíceis de esquecer,
E transformam tão amargos meus olhares,
Pelo sol que os olhos trazem sem querer,
Se ainda fosse pelo menos só uma lagrima,
Pra mostrar toda certeza que se tem,
Com recuerdos de saudade por alguém
( )
Domingo, Setembro 11, 2005
Uma boa semana a todos e se cuidem dos tropaços e rodadas !
Entre o basto e o chapéu
(Lisandro Amaral)
Peonada buena repontando a gadaria
Antes que o dia ponha o tom no azul do céu
Já quebram vento no pelo da cavalhada
Alma encordoada entre o basto e o chapéu
Pego-lhe o grito corretiando as chimarronas
Engrosso o timbre pra cantar nas madrugadas
Bem redomão este gateado que hoje encilho
Já sabe o trilho e o rigor das invernadas
É um nobre hino este som que vem da pampa
E embala a estampa de homens livres da ganância
A calejar tempos e sonhos de a cavalo
Antes que o galo queira despertar a estância
Carrega o corpo este é pingaço Julio veio
Se vai ao mato a mascarada do patrão
Leva-lhe a mão no doze braça e empurra a trança
Que ela se amansa quando o pealo entra nas mão
Tiniu a espora do ginete preto soares
Vem pelos ares um bagual mouro bragado
Que se tapou com a bravura dum fronteiro
Garrão campeiro de lidar co´s aporreados
Domingo, Setembro 04, 2005
Buenas pessoal, esta xiru ai é o Luis Viana e sua esposa Sasha, eles estão neste momento com o espetaculo de projeção artistica Latina America Gaucho show no navio Costa Classica na costa da Europa. A my me gusta el Malambo!!! Quem quiser saber mais sobre o trabalho deste gaúcho alem fronteiras pode falar com ele no email - luisgaucho67@yahoo.com.br
abraços a todos que me visitam.
Nesta musica uma homenagem aos nossos hermanos de fronteira.
Décima Pál Altamir Cardoso
Lisandro Amaral, Guilherme Colares
Los campos de serrilhada
Cruzada del contrabando
Donde el sol viene clareando
Cimarrones y potradas
Miro la estampa entonada
De un hermano potreador
Sombrero aludo señor
En un bagual venenoso
Altar de Altamir Cardoso
Ginetazo y domador
La fortaleza en los ojos
Que miran siempre pa¿lejos
A campear algun reflejo
De los tiempos olvidados
Pero así por bien montado
És mas uno a campo fuera
Gaucho pampa a su manera
Cruzando los pajonales
Con tropillas e baguales
Y una gana de frontera
Yo quisiera que los tiempos
Con sus vueltas sin paradas
Ofertaran sus payadas
Pa¿los criollos de mi pago
Y en la seiva los amargos
Conservaran sus cadencias
En la mas pampeana herencia
Alma a dentro en los camperos
Los sonidos guitarreros
No dejaran la querencia
Y así con crinaje al viento
Por contento los baguales
Saludando los mortales
Fuerza casco sangre y pelo
Invitaran pa sinuelo
Un hermano potreador
Sombrero aludo señor
En un bagual venenoso
Altar de Altamir Cardoso
Ginetazo y domador